quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Darkness in US?

Quando as palavras ficam

Ir ao Trindade ver cinema outra vez?

O cinema Trindade fechou as suas portas no ano 2000 e agora é anunciada a sua reabertura. Boa notícia para a cidade, para quem não vive lá mas muito gosta dela e sobretudo para quem gosta de cinema e só o pode fazer em alguns centros comerciais.
Anunciam-se filmes, ciclos de cinema, etc.
Abram-se as salas. O Porto tem de estar aberto ao turismo, mas também acolher quem lá vive, quem nele trabalha ou que se aproxima dele com frequência.
Parafraseando um conhecido comunicador, também no Trindade "fui feliz", ou porque o filme me encantou ou porque subia ou descia estas escadas sentindo o encanto do momento.
Possa(mos), então, ir ao Trindade ver cinema outra vez.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Vai no Batalha(?)

Há dias, ouvi uma bela notícia: o Cinema Batalha vai ser reabilitado. 
O arquiteto é Alexandre Alves Costa e o público poderá ver os filmes no grande écran da renovada Casa de Cinema lá para 2018.
Muitas pessoas, tal como eu, sentem saudades daquele espaço de namoro, de encontro de amigos, de sedução pelos filmes.
Já não sei há quantos anos o Cinema Batalha está ao (aparente) abandono, o que causava grande desolação a quem por lá passava.
Também recordo com alguma nostalgia a Sala Bebé, julgo que ficava no piso inferior do cinema Batalha, e onde passavam filmes de grande qualidade.
Com filmes em cartaz, talvez a área circundante se torne mais apelativa e haja motivos para momentos de renovada alegria.
E acredito que o projeto irá ser concretizado e que a expressão do título (que ficava ainda melhor: Bai no Batalha!) não se aplique a este filme.





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

W. A. Mozart - Requiem [Arsys Bourgogne]

"Quando eu morrer" de António Feijó

I
"Quando eu morrer - e hei-de morrer primeiro
do que tu - não deixes fechar-me os olhos
meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos
e ver-te-ás de corpo inteiro

como quando sorrias no meu colo.
E, ao veres que tenho toda a tua imagem
dentro de mim, se, então, tiveres coragem,
fecha-me os olhos com um beijo.

Eu, Marco Pólo,

farei a nebulosa travessia
e o rastro da minha barca
segui-lo-ás em pensamento. Abarca

nele o mar inteiro, o porto, a ria...
E, se me vires chegar ao cais dos céus,
ver-me-ás, debruçado sobre as ondas, para dizer-te adeus.

II
Não um adeus distante
ou um adeus de quem não torna cá,
nem espera tornar. Um adeus de até já,
como a alguém que se espera a cada instante.

Que eu voltarei. Eu sei que hei-de voltar
de novo para ti, no mesmo barco
sem remos e sem velas, pelo charco
azul do céu, cansado de lá estar.

E viverei em ti como um eflúvio, uma recordação.
E não quero que chores para fora,
Amor, que tu bem sabes que quem chora

assim, mente. E, se quiseres partir e o coração
to peça, diz-mo. A travessia é longa... Não atino
talvez na rota. Que nos importa, aos dois, ir sem destino."

Álvaro Feijó, lido na evocação de Mário Soares, pela voz de Maria Barroso

Nota -  António Feijó nasceu em Ponte de Lima, em 1859
e faleceu no dia 20 de junho de 1917,
em Estocolmo, na Suécia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Obrigada, Mário Soares!

Vieira da Silva
Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa por quê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingênua.
- Então por que a prisão?
- Porque a liberdade ofende.  
Clarice Lispector 

domingo, 1 de janeiro de 2017

"O melhor do mundo..."

Era quase meia noite e a família estava reunida à volta da mesa. Já se ouviam foguetes a anunciar o Novo Ano. 
Fazia-se a contagem dos minutos por ordem decrescente. Cada um tinha as suas doze passas. As taças estavam à espera do champanhe, a garrafa, da hora certa para a espuma do momento.
5... 4... 3... 2... 1....
E, com um brinde, todos diziam: Bom Ano! Bom Ano!
E foi quando o menino, ao colo do pai, muito contente pela alegria partilhada, disse:
Bom Ano! Bom avô! Boa avó!