sábado, 30 de dezembro de 2017

Está quase!

Já passou a semana de Natal, para muitos de grande frenesim. A que se vive agora também não é muito tranquila, mas sempre dá para respirar um pouco melhor.
Já se esperou em muitas filas. Já se deram e receberam prendas. Já se arrumaram muitos saquinhos, que foram guardados noutros sacos, uns para reciclar, outros para reutilizar quando for necessário. 
Tenho uma caixa onde ponho os laços e fitas e é como se contassem também pequenas histórias de amor e amizade partilhadas no Natal.
Hoje guardei uns laços que têm de ser reutilizados em presentes especiais, porque são especialmente delicados e acetinados. Por enquanto, ficam guardados na caixa onde se juntam a outros laços e fitas.
Gosto desta fase de quase tudo a voltar ao normal. Dou as boas-vindas à rotina e aos dias mais organizados e não amontoados a pedido da quadra.
E todos nos lembramos de  coisas que aconteceram à volta das prendas. Como o caso das que são trocadas, indo parar a outro destinatário. Ou quando falta uma que, por esquecimento, não foi comprada ou ficou em casa. Ou quando se chega à conclusão embaraçosa que a criança cresceu e que aquele presente já pouco lhe diz.
Ou, como uma vez aconteceu ao meu avô, receber o mesmo tipo de prenda, neste caso, meias. Parecia combinado sem ninguém ter combinado nada. Antes de desembrulhar o novo presente, logo ele dizia com um brilhozinho matreiro nos olhos pequeninos:
- Oxalá sejam de cor diferente!
Mas, sim, declaradamente sim, gosto deste voltar à realidade, sem tanta correria para que os doces fiquem mais doces, os afetos mais assinalados e os presentes se imponham como obrigação.
Está quase! Já se pode descansar um bocadinho mais! Uf!


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